Image and video hosting by TinyPic
Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens
0

Fórmula do Amor e da Dor

  
  Foi amor à primeira vista. O distanciamento ideal de todos os meus problemas; a saída perfeita, a felicidade que até então eu nunca havia alcançado. Fui apresentado à ela numa festa, na casa de um amigo. Realmente foi amor à primeira vista, espontâneo e prazeroso.
      Impossível esquecer dos bons momentos que tivemos juntos. Cada riso, cada viagem... Cada tudo. Se não era a fórmula do puro amor, o que mais poderia ser? Eu nunca havia me sentido tão bem e completo em toda a minha vida. Cada momento chegávamos à ápices diferentes de um mix completo de felicidade, prazer e mais felicidade.
    Mas a felicidade aos poucos foi se tornando um pesadelo. Para tê-la comigo eu perdi tudo o que tinha e qualquer patrimônio que meus pais, com todo seu esforço e suor, haviam conseguido juntar em anos. Por ela eu perdi minha família. E, quando eu a perdi, me afundei numa tristeza tão intensa que me pergunto como ainda estou vivo... O que me faz perguntar por quanto tempo continuarei nessa.
     Aliás, eu lhe contei seu nome?
     Não? 
     Pois bem, ela se chama cocaína.

                                                                              (Beatriz M.)
0

Pernilla - Icon for Hire



Eu não posso ajudar, mas fecho os olhos para a vida...
E o sonho com um final diferente.
Quando eu acordar não vou estar tão exausta,
e eu vou parar com o meu fingimento...
De que eu estou bem, 
estou bem se eu puder enganar a mim mesma hoje à noite.

As lágrimas não cessavam, exatamente como os soluços. No peito um dor latejante que parecia fazer seu coração rasgar o peito. Estava sozinha, outra vez. Mas por escolha própria. O que havia feito? Baixou o olhar e começou a contemplar a cena...

E minha mentira vai sufocar todos vocês...

No chão jaziam pedaços de boas memórias, picotadas, rasgadas, dilaceradas...

Você vai sangrar pelo que suas mãos têm feito,
você não pode fugir do seu final!
E eu ficarei bem muito antes de você se perder.

O que isso significava, afinal de contas? Não era pra estar sentindo-se realizada?
O que havia de errado?
Arrastou-se até a cama e puxou o lençol...
Lá estava ele. O rosto sereno, como se estivesse dormindo.
Sim, um repouso eterno...

Posso perdoar, mas você nunca vai...

Sentou-se ao lado dele, postando-se a vislumbrar a pele cor de mármore que o rapaz tinha. Seus lábios roxeados lhe chamavam a atenção de uma maneira tão mórbida...
Como o primeiro dia que se conheceram...
Como o dia em que ele destruiu sua vida.

Eu não me curvarei, até eu me quebrar.
De modo que possa ter o corpo machucado...
Ainda não é o bastante para me calar!
Você é apenas uma memória!
Eu vou gritar estas palavras até que se tornem realidade.
Então eu não vou pensar mais em você
Olho para trás, o que eu estou passando?
Esta não é a minha identidade...

Ainda se lembrava das palavras sussurradas, de cada mentira que lhe fora contada.
E isso não mudava...
Apenas acrescentava culpa. Culpa por ter acreditado, culpa por ter se permitido afundar.
Deitou-se então ao lado dele, a mão pousada sobre o congelado peitoral direito.
Quantas vezes não havia buscado conforto nele?

E eu te disse, 

Ela havia dado tudo o que tinha e ele apenas mentiras.
Ele a destruiu...

Eu te disse que você não tinha o direito, o quão você deve ter prejudicado!? 

E isso não parecia ser tão grande agora que já havia sido feito.
Deslizou então a mão até atingir o buraco de onde o líquido carmim tinha origem.
Tão frágil...
Um coração por outro.

Observe: é trágico entrar em pânico, você vai levar isso para toda vida... 

Um sorriso saudosista brotou nos lábios da jovem que virou-se para o criado-mudo. Apenas estendeu a mão, sentindo quase que imediatamente o frio metal do revólver...
O mesmo revólver que havia usado com ele.
“Juntos até a morte”, murmurou, praticamente colando-se ao cadáver do amado.
Então apontou a arma para a própria cabeça...

Você tem a minha compaixão.

E puxou o gatilho.
0

Esses dias.




Esses dias tem se tornado cada vez mais insuportáveis. Tenho me deparado sempre com algum buraco naquilo que um dia chamei de "estrutura". Minhas concepções estão ficando confusas, como se eu estivesse olhando-as através de um vidro embaçado. Não faço a mínima ideia do que é o certo e muito menos do que pode vir a ser errado. Se é que tem disso. Vejo a cada dia que passa as pessoas com quem eu já me importei se destruindo por coisas estúpidas. Realmente estúpidas. E é nesse ponto que começo a me perguntar se o amor não é apenas mais um fruto da imaginação humana, algo criado pra preencher um buraco que todos trazemos desde crianças em nosso peito. Mas aí eu começo a pensar... E a refletir sobre tudo que passei e estou passando por aquilo que acredito que seja amor. Não é perfeito, temos nossas diferenças, nossos conflitos. Mas estaremos sempre presentes. Isso não pode ser só uma necessidade... Não pode. É grande demais, é explícito demais. Se fosse apenas uma necessidade eu poderia ter escolhido qualquer pessoa. Coisa que não fiz. Eu não te escolhi. Simplesmente aconteceu. E foi a coisa inevitável mais maravilhosa que poderia ter acontecido, apesar das lágrimas. Por esses dias me peguei prestes a desistir. Qual seria a graça? A vida não é fácil, ninguém disse que seria. Problemas tornam as pessoas fortes e nos fazem ver o que é real ou não. No dia em que me vi preste a desistir, vi que não cai tantas vezes pra no final entregar os pontos por estar com medo. Por esses dias percebi que o medo é, na melhor descrição possível, uma barreira, pois ao mesmo tempo que nos protege nos impede de progredir. E hoje... Bom, hoje eu percebi que ao mesmo tempo foi o dia seguinte de ontem e o ontem de amanhã. O que quero dizer é... Algo específico pode não ser tão específico ao mesmo tempo, se olharmos de perspectivas diferentes.

                                                                                           (Beatriz M.)

0

Esperança.



Aos poucos venho notando a vericidade contida nessas palavras. Esperança causa frustração, que causa tristeza... E tristeza mata. Pode não matar o corpo, mas envenena a alma pouco a pouco até não sobrar mais nada. Nenhum pedaço não-corrompido pra contar história. Honestamente? Bom, vou ser bem...Criativa na minha explicação a respeito da MINHA concepção, independente do motivo. Sabe aquela história que a esperança foi a única virtude que, quando Pandora abriu a famosa caixinha, não escapou? Mas que também tem a versão de que na caixinha havia alguns males onde a esperança, por algum motivo "errôneo" estava ali, em meio à tanta coisa ruim? Sempre que ouço a segunda versão, dão ênfase ao "quão errado" foi colocar algo tão belo em meio à tantos males. Eu discordo. Esperança mata... Não da maneira que um revólver carregado é capaz de fazer, é óbvio. Como eu disse, ela mata por dentro, pouco a apouco. Então não acho que foi tão... "errado". Mas, enfim, isso não importa. Não mais.

                                                                                               (Beatriz M.)
0

Mentiras.


   Não sei mais se quero abrir os olhos pra ver. Porque, sempre quando eu o faço, me deparo com uma realidade mesquinha ao meu redor. E isso machuca. Machuca mais do que eu realmente gostaria de suportar. Mas não há muita escolha a não ser continuar lutando, aguentando, enfrentando... ou seja lá o que estou fazendo. Se é que estou fazendo. Pra ser totalmente honesta não sei se estou somente fugindo de meus problemas... mesmo sabendo que, quando eu voltar, eles estarão lá, me esperando para poder sufocar outra vez. Mesmo sendo exatamente o tipo de pessoa que busca soluções práticas para qualquer tipo de problema externo, me perco completamente quando o assunto se torna mais pessoal. Porque sei que com isso não estou ferindo somente à mim, mas também pessoas com quem eu realmente me importo. O que me faz questionar todos dias ao acordar que tipo de pessoa patética e egoísta sou eu. Se eu desse um fim nisso tudo, toda a dor iria embora, como num passe de mágica. Mas creio que isso machucaria as pessoas com quem eu teria me importado... mas, por ter escolhido uma solução mais prática e rápida, não o suficiente a ponto de conseguir ser um pouco empática e me colocar no lugar dessas pessoas. Mas, agora me pergunto... E se esse tempo todo elas estiverem sendo empáticas também? Sentirem a dor que eu sinto? Não seria egoísmo demais permiti-las viver nesse antro sufocante? A questão é que: nesse mundo em que eu fui enfiada, não dá pra ser totalmente honesta, justa e menos egoísta. Alguém sempre vai perder. E essa é a única coisa justa aqui.
                                                 
                                                                                     (Beatriz M.)
0

Eu sei.

                                                                   I don't know what we are,
                                                                 or what we'll ever be...


Eu sei que eu deveria me afastar. Eu sei que se eu ficar por mais tempo vou acabar criando cicatrizes maiores ainda. Eu sei, e pode não acreditar, mas eu me importo. Lamento imensamente o fato de não termos dado certo, com certeza, mas isso não justifica esse sadismo. Sadismo e masoquismo. Sadismo porque, não sei, talvez pelo motivo de eu ainda sentir algo que não consigo classificar como bom ou ruim, porque te machuca de todas as formas possíveis. E masoquismo porque, por mais que doa e te faça sangrar, você continua buscando. É ridículo esse vínculo que acabamos criando. Você e eu sabemos perfeitamente disso. Me pergunto se a questão é destruir tudo, transformar isso em ódio. Assim todo o processo de separação seria mais fácil. Porque a cada dia que ele se passa vejo o quão necessário é. E você sabe disso, também. Você sempre foi crente, crente que eu não era mais um monstro, crente que eu poderia ser melhor. Você acreditou em mim. E eu agradeço isso. Mas eu preciso te deixar ir, seria uma espécie de agradecimento meu por tudo.


                                                                    I dont know who we are,
                                                                  or what this means.


                                                             (Beatriz M.)

0

Loucura.

Um dia ouço sua voz me chamando de todos os cantos, outro, algo batendo à minha janela do jeito que imagino que você faria. Sinto seu perfume o tempo todo. Vejo seu rosto nos de pessoas que nem conheço. Acho que a verdade é que sinto sua falta, talvez até mais do que as palavras possam dizer... Ou, realmente, do que eu poderia um dia ter imaginado sentir. Chega a ser patético; justo eu, que por opção nunca quis me entregar à ninguém, sucumbir sem ter opção de retorno. O que quero dizer é que dói. Dói demais não poder ter você comigo. Essa saudade toda está me destruindo... Está mostrando um atalho à insanidade. Um atalho que também é sem retorno.


                                                                                    ( Beatriz M. )
0

Você sabe meu nome, não minha história.

É isso. Você pode pensar que me conhece. Mas quem me vê por fora jamais poderá imaginar as coisas que me levaram a ser como eu sou por dentro, como eu realmente sou. Ninguém jamais saberá como é ser eu.

Vários sabem como é mais prático colocar um sorriso na cara e dizer que tudo está bem, mas poucos, realmente poucos, sabem o que é rezar para realmente acreditar que aquele sorriso é verdadeiro e que tudo está bem.

Às vezes contamos mentiras porque realmente queremos acreditar, e não só por contar.

                                                                                              ( Beatriz M. )
0

Pessoas

As pessoas vem e as pessoas vão. Como negar um fato tão óbvio? É, de fato, uma proeza impossível. Porque é a realidade e, feliz ou infelizmente, não podemos mudá-la. É inútil se preocupar ou se lamentar por qualquer coisa. Porém, ainda mais inútil é se culpar por algo. Do que adiantaria? Se realmente a culpa fosse sua, o que poderia fazer? No máximo pedir desculpas. E se não fosse? Nada. Então pra quê deixar que algo te consuma? Que destrua o que tem aí? Por isso que o melhor é viver sem arrependimentos. Porque quem sofre é você e é bem nesse ponto que acabamos arrastando os outros pra uma detestável espiral de dor e sofrimento. Além do que, se importar com você é o primeiro passo para poder amar alguém.


E, sim. Seguir esse mantra vai te tornar egoísta, um pouco. Mas quem se importa? :D
0

Por detrás do sorriso.

É, é isso. Por mais que eu sorria, por mais que eu tente acreditar que está tudo bem, sei que nada disso passa de esforço desnecessário. Já estou acostumada a carregar esse fardo que trago em meu peito há tempo demais a ponto de nem saber quando ele começou a existir - ou a de fato pesar, significar algum incomodo em minha vida. Já nem me importa mais as tragédias que acontecem. O que antes me fazia chorar já não significa nada, absolutamente nada. Ou eu tentei me tornar entorpecida por tanto tempo, ter mentido a mim mesma por tanto tempo, que comecei a mudar.




Sands of time
Running through my fingers
My life's sliping away
And I fell nothing
Swallow the tears, eat the pain
It's worth the degradation
eat the pain


Behind the smile, I feel Nothing
I reach out to touch
But I'm not really there
0

Silêncio dos Inocentes



 

Vou ser sincera. Dou muito mais valor a qualquer pessoa que se expresse. Afinal, o que seria do ser humano se ele não tivesse esse dom? Incrível que muita gente não o usa, preferem simplesmente calar e aceitar tudo da maneira que está. E o que é mais interessante? Que essas são, em sua grande maioria, as pessoas que deveriam ter a voz ouvida. Talvez elas estejam apenas cansadas de se expressarem por sussurros, não? Bom... O que importa é continuar tentando. Tentando até o fim, porque não vai haver nenhum arrependimento. 
Outra coisa que me deixa meio frustrada é maneira pela a qual os que tem "menos" direito (ou moral) se expressam. São sempre os escandalosos, aqueles que conseguem sempre chamar mais a atenção.

Em um resumo? Não acho que o barulho dos culpados deveria sobrepor tanto o decadente silêncio dos inocentes.

0

Amor, dor que mata calada.

    
  O problema quando o amor começa a existir, é que ele começa a tomar conta de seu ser. Não parcialmente -quem me dera ter essa sorte- mas sim completa e obsessivamente. Por um lado é tão destrutivo quanto o fogo, porém, ao mesmo tempo é tão sensível quanto uma criança. Ah, quisera eu poder simplesmente ignorar essa criança. Quisera eu que destruição e sensibilidade fossem as únicas coisas que o amor traz consigo.  Ele também é a loucura, a cegueira e o puro ódio. É a loucura porque, por mais sensato que você seja, jamais conseguirá controlar seus impulsos quando se está amando - bom, ao menos realmente. E a cegueira irremediável, pois não se tem noção alguma de nada: do quão impossível pode ser, do quão ridículo suas atitudes podem estar se tornando. E é o puro ódio porque o amor sempre fere... E dor gera ódio. Esse ódio compensaria se pudesse ser dispensado somente numa única pessoa em especial. Mas nunca é assim. Sempre acabamos ferindo os outros e, assim, gerando mais e mais ódio. O que cria um círculo sem fim e, acima de tudo, mortal. O amor é isso. É a morte, num resumo simplório - que nem por isso deixa de ser demasiadamente realista.
   Minha loucura começou já faz algum tempo.  De início eu nem me importava muito. Mas depois de um tempo comecei a, inutilmente, tentar ignorar. Mas ignorar aquilo que parecer ser o que te mantém “viva” é algo inacessível, porém, por mais absurdo que parecesse ser, eu tentei. Tentei com todas as minhas forças até ficar totalmente cega e desamparada. O problema começou no exato momento em que percebi que eu estava gostando daquilo. Não só da loucura ou do desamparo, e sim da minha condição geral.  Eu adorava ser a louca, cega e apaixonada. Mesmo que isso corroesse de maneira implacável e irreversível meu coração. Mas acho que por um lado esse detalhe tornou-se desimportante pelo simples fato de quê: para que preciso de meu coração se ele só me serve como fonte inesgotável de dor e sofrimento?  Por que me importar com aquilo que está me matando? - Se eu me importasse com esses sentimentos, que de certa forma tornaram-me tão egoísta quanto eles próprios, seria a mesma coisa que arrancar por puro entretenimento um pedaço de carne meu. Seria masoquismo.  Simplesmente isso. Feria em nível idêntico, senão superior. Porque a carne cura, mas um coração ferido é algo que se leva para o resto da eternidade.  Exatamente como tenho gravado na memória cada palavra de desprezo que feriu tão cruelmente quanto uma espada nas mãos de um guerreiro raivoso que, bravamente, tem sacrificado tudo o que mais ama pelo momento em que exterminaria com o odiado inimigo. Os lábios dela eram a espada com o homem raivoso enquanto, para a minha infelicidade, eu era o odiado inimigo. Só que era odiada sem nenhuma justa causa. Ou simplesmente, meu sofrimento era algo agradável para a causadora da minha loucura. E essa seria a justa causa. Eu, minha dor. Teria eu acabado como fonte de diversão por meio dor e tristeza?
   Por mais extraordinário e insano que possa parecer -e de fato- ser, eu nunca me importei muito. No exato momento em que meu coração começou a bater por outra pessoa, a autoestima foi-se ao lado da sanidade e ambas seguiram até que simplesmente desapareceram. O mesmo aconteceu com meus sorrisos e demonstrações de sentimentos no geral. Foram parando aos poucos até deixarem de existir.
     Porém, a ápice da loucura veio temperada com dor e angústia. E veio sem piedade alguma. Como uma manada de animais assustados, simplesmente veio louca e em disparada. E no fim é isso o que conta. Talvez pelo simples fato de que somente os finais realmente contam com alguma real importância. O modo pelo qual se chegou a eles torna-se de importância, no mínimo, questionável.
0

Eterno.




Parei de chorar, mas isso não significa que tenha parado de doer.
Parei de falar a respeito, mas isso não significa que eu tenha esquecido.

Se eu tenho parado de viver à base da dor que sua ausência deixou, é porque não aguento mais. Não aguento mais ouvir sua voz me chamando de todos os lados; não aguento mais ver o seu rosto no de todos os outros. Não aguento mais ter que conviver com seu fantasma. 

Só não me julgue por estar tentando melhorar...
E, por favor, não pense que com isso eu estou tentando te esquecer.

Porque, o jeito que você me marcou...
É impossível de se apagar.

Porque uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra.

Na verdade, enquanto me afasto de todos os amigos que ainda tenho, tudo o que eu mais quero é um abraço. Mas sou orgulhosa demais para conseguir dizer isso... Tenho medo de acabar sendo mais fraca ainda, medo de acabar chorando no ombro deles outra vez.
Não há nada de errado em ser assim... O problema é que eu cresci para ajudar os outros quando estão fracos, para amenizar a dor deles, e não a minha. Na verdade, não faço a mínima ideia de como lidar com essa dor crescente.


                                                                                     ( Beatriz M. )

0

Admito...



Que tenho falhado. Que não tenho cumprido nem metade das promessas que eu faço. Mas que culpa tenho eu? A cada dia que  passa me deparo com mais uma falha e, consequentemente, com mais um buraco no meu ego... 

"A única pessoa que nunca vai me decepcionar sou eu mesma"... 
Hoje, vejo que isso não passa de uma puta mentira.
 
                                                                                   ( Beatriz M. )

0

Amor: a única religião REAL.


Acho que amor é a única religião que o mundo tá precisando. De hipócritas o mundo tá abarrotado. 
Eu tenho visto tanta gente esticando as mãos e louvando "Deus"... Mas não tenho visto ninguém oferecendo essas mesmas mãos para ajudar o próximo. Mas não os culpo, não totalmente... Afinal, é mais fácil criticar o outro do que tentar compreender o porque dele ser assim. É, é realmente mais fácil apontar do que simplesmente abraçar. Tanta gente que pede o perdão de Deus, mas que não perdoa os outros. Isso é uma tremenda d'uma ironia. Porque, se admiramos alguém, não deveríamos tentar ser como ele? Seguir seus princípios. Amar, perdoar, ter compaixão. Hoje só vejo gente que fala, fala e fala... Mas que na hora de mostrar o que tem aprendido, dá pra trás. Falar é fácil, já fazer, exige, no mínimo, coragem. (: 

                                                                                       ( Beatriz M. )