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Esses dias tem se tornado cada vez mais insuportáveis. Tenho me deparado sempre com algum buraco naquilo que um dia chamei de "estrutura". Minhas concepções estão ficando confusas, como se eu estivesse olhando-as através de um vidro embaçado. Não faço a mínima ideia do que é o certo e muito menos do que pode vir a ser errado. Se é que tem disso. Vejo a cada dia que passa as pessoas com quem eu já me importei se destruindo por coisas estúpidas. Realmente estúpidas. E é nesse ponto que começo a me perguntar se o amor não é apenas mais um fruto da imaginação humana, algo criado pra preencher um buraco que todos trazemos desde crianças em nosso peito. Mas aí eu começo a pensar... E a refletir sobre tudo que passei e estou passando por aquilo que acredito que seja amor. Não é perfeito, temos nossas diferenças, nossos conflitos. Mas estaremos sempre presentes. Isso não pode ser só uma necessidade... Não pode. É grande demais, é explícito demais. Se fosse apenas uma necessidade eu poderia ter escolhido qualquer pessoa. Coisa que não fiz. Eu não te escolhi. Simplesmente aconteceu. E foi a coisa inevitável mais maravilhosa que poderia ter acontecido, apesar das lágrimas. Por esses dias me peguei prestes a desistir. Qual seria a graça? A vida não é fácil, ninguém disse que seria. Problemas tornam as pessoas fortes e nos fazem ver o que é real ou não. No dia em que me vi preste a desistir, vi que não cai tantas vezes pra no final entregar os pontos por estar com medo. Por esses dias percebi que o medo é, na melhor descrição possível, uma barreira, pois ao mesmo tempo que nos protege nos impede de progredir. E hoje... Bom, hoje eu percebi que ao mesmo tempo foi o dia seguinte de ontem e o ontem de amanhã. O que quero dizer é... Algo específico pode não ser tão específico ao mesmo tempo, se olharmos de perspectivas diferentes.
(Beatriz M.)
Esses dias.
Esses dias tem se tornado cada vez mais insuportáveis. Tenho me deparado sempre com algum buraco naquilo que um dia chamei de "estrutura". Minhas concepções estão ficando confusas, como se eu estivesse olhando-as através de um vidro embaçado. Não faço a mínima ideia do que é o certo e muito menos do que pode vir a ser errado. Se é que tem disso. Vejo a cada dia que passa as pessoas com quem eu já me importei se destruindo por coisas estúpidas. Realmente estúpidas. E é nesse ponto que começo a me perguntar se o amor não é apenas mais um fruto da imaginação humana, algo criado pra preencher um buraco que todos trazemos desde crianças em nosso peito. Mas aí eu começo a pensar... E a refletir sobre tudo que passei e estou passando por aquilo que acredito que seja amor. Não é perfeito, temos nossas diferenças, nossos conflitos. Mas estaremos sempre presentes. Isso não pode ser só uma necessidade... Não pode. É grande demais, é explícito demais. Se fosse apenas uma necessidade eu poderia ter escolhido qualquer pessoa. Coisa que não fiz. Eu não te escolhi. Simplesmente aconteceu. E foi a coisa inevitável mais maravilhosa que poderia ter acontecido, apesar das lágrimas. Por esses dias me peguei prestes a desistir. Qual seria a graça? A vida não é fácil, ninguém disse que seria. Problemas tornam as pessoas fortes e nos fazem ver o que é real ou não. No dia em que me vi preste a desistir, vi que não cai tantas vezes pra no final entregar os pontos por estar com medo. Por esses dias percebi que o medo é, na melhor descrição possível, uma barreira, pois ao mesmo tempo que nos protege nos impede de progredir. E hoje... Bom, hoje eu percebi que ao mesmo tempo foi o dia seguinte de ontem e o ontem de amanhã. O que quero dizer é... Algo específico pode não ser tão específico ao mesmo tempo, se olharmos de perspectivas diferentes.
(Beatriz M.)
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Esperança.
Aos poucos venho notando a vericidade contida nessas palavras. Esperança causa frustração, que causa tristeza... E tristeza mata. Pode não matar o corpo, mas envenena a alma pouco a pouco até não sobrar mais nada. Nenhum pedaço não-corrompido pra contar história. Honestamente? Bom, vou ser bem...Criativa na minha explicação a respeito da MINHA concepção, independente do motivo. Sabe aquela história que a esperança foi a única virtude que, quando Pandora abriu a famosa caixinha, não escapou? Mas que também tem a versão de que na caixinha havia alguns males onde a esperança, por algum motivo "errôneo" estava ali, em meio à tanta coisa ruim? Sempre que ouço a segunda versão, dão ênfase ao "quão errado" foi colocar algo tão belo em meio à tantos males. Eu discordo. Esperança mata... Não da maneira que um revólver carregado é capaz de fazer, é óbvio. Como eu disse, ela mata por dentro, pouco a apouco. Então não acho que foi tão... "errado". Mas, enfim, isso não importa. Não mais.
(Beatriz M.)
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Não sei mais se quero abrir os olhos pra ver. Porque, sempre quando eu o faço, me deparo com uma realidade mesquinha ao meu redor. E isso machuca. Machuca mais do que eu realmente gostaria de suportar. Mas não há muita escolha a não ser continuar lutando, aguentando, enfrentando... ou seja lá o que estou fazendo. Se é que estou fazendo. Pra ser totalmente honesta não sei se estou somente fugindo de meus problemas... mesmo sabendo que, quando eu voltar, eles estarão lá, me esperando para poder sufocar outra vez. Mesmo sendo exatamente o tipo de pessoa que busca soluções práticas para qualquer tipo de problema externo, me perco completamente quando o assunto se torna mais pessoal. Porque sei que com isso não estou ferindo somente à mim, mas também pessoas com quem eu realmente me importo. O que me faz questionar todos dias ao acordar que tipo de pessoa patética e egoísta sou eu. Se eu desse um fim nisso tudo, toda a dor iria embora, como num passe de mágica. Mas creio que isso machucaria as pessoas com quem eu teria me importado... mas, por ter escolhido uma solução mais prática e rápida, não o suficiente a ponto de conseguir ser um pouco empática e me colocar no lugar dessas pessoas. Mas, agora me pergunto... E se esse tempo todo elas estiverem sendo empáticas também? Sentirem a dor que eu sinto? Não seria egoísmo demais permiti-las viver nesse antro sufocante? A questão é que: nesse mundo em que eu fui enfiada, não dá pra ser totalmente honesta, justa e menos egoísta. Alguém sempre vai perder. E essa é a única coisa justa aqui.
(Beatriz M.)
Mentiras.
(Beatriz M.)
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